A passagem do Cometa C/2024 G3 (ATLAS) no hemisfério austral nos prestigiou com a possibilidade de belos registros. Em Patos de Minas conseguimos um céu com pequenas janelas entre as características nuvens de verão na noite de sábado, 18 de Janeiro de 2025. Os registros foram feitos utilizando celular e projeção positiva em telescópio (SW 200 mm). A olho nu pudemos apreciar um dos cometas mais brilhantes dos últimos anos. Certamente foi inesquecível para muitos que, pela primeira vez puderam observar um cometa.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2025
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
Eclipse Solar Anular de 14 de outubro de 2023
Mais
uma aprazível efeméride astronômica nesta reta final de 2023! Teremos no dia 14
de outubro, no final da tarde, um eclipse solar: eclipse anular em uma estreita
faixa do Norte e Nordeste do Brasil e parcial nas demais regiões. O eclipse
anular é caracterizado pela dinâmica celeste onde a Lua, localizada entre a
Terra e o Sol, está a uma distância que não consegue encobrir o Sol
completamente, gerando uma espécie de "anel" luminoso ao redor da
Lua. Porém, o observador em Terra deve estar alinhado com a Lua e o Sol, e isso
só ocorrerá em uma pequena faixa que percorre o Norte e o Nordeste do Brasil,
além de países da América Central e os Estados Unidos. Já nas demais regiões, a
Lua encobrirá somente uma parte do Sol, caracterizando nesses casos um eclipse
parcial do Sol. O último eclipse anular que tivemos aqui no Brasil foi em 1995.
E o próximo será em 2067. Logicamente, ocorrerão outros eclipses solares totais e anulares, mas não serão vistos daqui do Brasil.
Em Patos de
Minas e em todo o Alto Paranaíba mineiro teremos um Eclipse Solar Parcial, com
cerca de 55% do Sol coberto pela Lua. Na capital do milho o disco lunar tocará
o disco solar por volta das 15:30h, com pico do eclipse às 16:47h.
É importante
lembrar que para ver o eclipse é recomendado óculos específico para esse fim,
com um filtro solar especial. Na ausência desse, utilizar vidro de máscara de
solda número 14 e certificar de que ele atende as normas ISO, além disso, olhar
somente por 20 segundos e "descansar" as vistas. A luz solar emite
espectros de ondas que não são detectadas pelos nossos olhos e podem causar
danos irreversíveis à visão. NUNCA usar "chapas de RX" ou óculos de
Sol para observar o eclipse. Embora a prática popular no passado de se usar
plástico de RX para este tipo de observação fosse muito comum, este material
não filtra a radiação solar, podendo causar sérios danos à visão. Além disso,
use bonés, protetor solar para pele e beba bastante água, principalmente se
estiver com crianças na observação. O Observatório de Astronomia de Patos de
Minas fará a cobertura completa deste eclipse de 2023.
sábado, 9 de abril de 2022
ENCONTRADA A GALÁXIA MAIS ANTIGA NO UNIVERSO, À 13,5 BILHÕES DE ANOS
Descoberta por uma equipe de astrônomos japoneses, usando vários telescópios em todo o mundo, a galáxia HD1 é a mais distante no tempo, localizada a 13,5 bilhões de anos atrás. Isso é surpreendente: apenas 300 milhões de anos após o Big Bang! A divulgação acontece logo após a descoberta de Earendel, a estrela mais distante no tempo, a 12,9 bilhões de anos. É uma viagem no tempo da mais elevada ordem: HD1 pode não mais existir, mas sua luz ainda está viajando em nossa direção.
HD1 foi encontrada usando 1.200 horas de observações e dados obtidos pelo Telescópio Subaru, Telescópio VISTA, Telescópio Infravermelho do Reino Unido e Telescópio Espacial Spitzer. A equipe então realizou observações de acompanhamento usando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) para confirmar a distância, que é 100 milhões de anos a mais do que GN-z11, a atual detentora do recorde para a galáxia mais distante.
O artigo científico descrevendo a descoberta, foi publicado ontem, dia 7 de abril de 2022, no The Astrophysical Journal, com o título de "A Search for H-Dropout Lyman Break Galaxies at z~12-16”. “Foi um trabalho muito difícil encontrar a HD1 entre mais de 700.000 objetos”, diz Yuichi Harikane, o astrônomo que descobriu a galáxia. “Mas sua cor vermelha combinava surpreendentemente bem com as características esperadas de uma galáxia a 13,5 bilhões de anos.
A cor da HD1 é vermelha porque o comprimento de onda de sua luz é dilatado ao longo do tempo enquanto viaja pelo espaço, desviando para o lado vermelho do espectro eletromagnético (redshift z = 13.3). Como o Universo está se expandindo, galáxias muito distantes parecem se afastar de nós a velocidades maiores do que galáxias mais próximas.
O que também é surpreendente na HD1 é sua extrema luminosidade. Ela é particularmente brilhante na luz ultravioleta, indicando atividade altamente energética. Portanto é considerada uma galáxia formadora de estrelas muito ativa, e estima-se que esteja formando mais de 100 estrelas a cada ano, uma taxa 10 vezes superior que a média. Um buraco negro supermassivo no centro, no entanto, também poderia explicar sua extrema luminosidade: à medida que absorve enormes quantidades de gás, fótons de alta energia podem ser emitidos pela região ao redor do buraco negro.
Já está na programação do Telescópio Espacial James Webb observar a HD1 ainda este ano, confirmar sua existência e descobrir suas propriedades físicas.
Então, por enquanto, a HD1 é considerada uma galáxia “candidata” até que seja confirmada por uma equipe diferente de cientistas usando equipamentos ou métodos distintos. É assim que a ciência funciona.
https://arxiv.org/abs/2112.09141
Créditos: Paulo Leme
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
Encontro "Sociedade Brasileira de Selenografia" 28 a 30 de outubro.
Transmissão pelo Canal da UBA no YOUTUBE.
INSCREVA-SE NO CANAL E ATIVE O LEMBRETE
Programação:

sábado, 22 de maio de 2021
Eclipse Lunar Total 26/05/2021
O eclipse total não poderá ser observado do Brasil, mas algumas cidades poderão acompanhar o seu início. Em Manaus, por exemplo, o início do eclipse parcial poderá ser observado a partir de 05:44h (horário local), mas como a Lua estará a menos de 3o do horizonte se pondo cerca de 14 minutos depois, pouca coisa poderá ser realmente observada. Em Porto Alegre o início será de 06:44h com a Lua a cerca de de 4o, o máximo local será às 07:03h, instantes antes da Lua se pôr. Infelizmente a maior parte do país só poderá observar o eclipse penumbral, que dificilmente pode ser percebido.
Os melhores locais para observação desse eclipse serão na Nova Zelândia e leste da Austrália. Observadores localizados em cidades a oeste da América do Sul como Santigo no Chile e Lima no Peru poderão ver parte do eclipse total, com a Lua se ponto totalmente eclipsada. Cidades a oeste dos Estados Unidos e México como Los Angeles e Cidade do México também poderão ver a totalidade, mesmo a Lua já estando baixa no horizonte.
Em Patos de Minas não teremos a oportunidade de observar o fenômeno uma vez que a Lua estará se pondo no horizonte.
Ratificando que a totalidade do eclipse não será observada no Brasil.
Figura 10: Mapa do eclipse lunar 26/05/2021. Fonte: https://www.timeanddate.com/eclipse/lunar/2019-january-21
quarta-feira, 19 de maio de 2021
25 de Maio - Dia do Mourão!
quinta-feira, 4 de março de 2021
O temido Asteroide Apophis se aproxima da Terra e é vigiado de perto por astrônomos
Por Marcelo Zurita
Astrônomos de todo o planeta estão de
olho no Asteroide Apophis, um dos mais temidos pela humanidade. Eles estão
aproveitando sua aproximação da Terra para estudar a gigantesca rocha espacial.
E essa será a melhor oportunidade de observação desse asteroide antes de 2029,
quando o Apophis fará uma passagem de arrepiar.
Descoberto em junho de 2004, o Apophis
fez uma aproximação da Terra, nos últimos dias daquele ano, que deixou a
comunidade internacional em polvorosa. Percebeu-se que havia uma chance dele
atingir nosso planeta em abril de 2029, curiosamente em uma sexta-feira, 13.
Naquela época, à medida que novas observações eram adicionadas aos cálculos, a
possibilidade de impacto aumentava. As chances de impacto chegaram aos 2,7%, o
que causou certa apreensão em todo o planeta.
Asteroide
Apophis (pequeno ponto no centro da imagem) registrado no Hawaii – Imagem:
Universidade do Hawaii
Esse asteroide tem cerca de 340 metros
de diâmetro médio (450 metros de comprimento), 41 milhões de toneladas e
energia equivalente a 60 mil bombas de Hiroshima. Se ele atingisse a Terra,
seria capaz de devastar milhares de quilômetros quadrados e causar dezenas de
milhões de mortes. Fica fácil entender porque ele recebeu o nome de Apophis, o
Deus egípcio do caos e da destruição.
Tamanho
do Asteroide Apophis (450m) comparado ao Empire State em Nova Iorque (443m), à
Torre Eifel em Paris (324m) e ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro (390m) –
Imagem: Asteroid Day Brazil
Felizmente, com o refinamento dos
cálculos orbitais ainda em 2004, concluiu-se que não há chances de impacto em
2029. Entretanto, ele fará uma aproximação da Terra de arrepiar, passando
perigosamente próximo do cinturão de satélites geoestacionários e a cerca de 32
mil km da superfície do nosso planeta. Tão perto que poderá ser visto a olho nu
de alguns locais do planeta, incluindo parte do Brasil.
Aproximação
do Apophis em 2029 passando bem perto dos satélites geoestacionários (pontos
azuis) – Imagem: NASA/JPL-Caltech
Após o susto inicial, alguns
astrônomos passaram a se preocupar com a possibilidade de que um desvio
orbital, provocado nessa aproximação em 2029, pudesse colocar o Apophis em rota
de colisão com a Terra em 2036 ou 2068. Mas um estudo publicado em 2013 afastou
a chance de impacto em 2036 e reduziu para quase zero as possibilidades em
2068. Só que não dá pra relaxar com um asteroide tão perigoso rondando nossa
vizinhança.
Desvio esperado na trajetória do Apophis provocado pela interação gravitacional com a Terra durante a aproximação de 2029 – Imagem: NASA/JPL
Recentemente, um novo estudo, publicado por astrônomos da Universidade do Hawaii, mediu a influência do Efeito Yarkovsky na órbita do Apophis. O Efeito Yarkovsky é uma pequena força provocada pela radiação térmica de pequenos corpos em rotação no espaço. Dependendo do sentido e velocidade de rotação, da temperatura média e do albedo, o índice de refletividade do asteroide, o Efeito Yarkovisky pode empurrar ou puxar o objeto em direção ao Sol.
O estudo foi chefiado por David
Tholen, que foi um dos descobridores do Apophis em 2004. Analisando novas
medições, feitas a partir do Telescópio Subaru, de 8,2 metros, no Hawaii,
Tholen e sua equipe concluíram que o Efeito Yarkovisky está provocando um
deslocamento de 170 metros na órbita do Apophis a cada ano. Parece pouca coisa,
mas para um asteroide com órbita tão próxima da Terra, esse pequeno
deslocamento acumulado ao longo dos anos pode ser a diferença entre uma
aproximação muito próxima e um impacto catastrófico.
Considerando o desvio cumulativo na
órbita do asteroide, a equipe revisou para cima as chances de impacto em 2068.
Apesar da possibilidade ser muito baixa ainda, cerca de 0,00067%, o estudo
reforça a necessidade de acompanharmos de perto o Asteroide Apophis.
E é justamente isso que vários
astrônomos de todo o planeta estão fazendo. Nesse momento, o Apophis está
passando a cerca de 17 milhões de quilômetros da Terra, o que não é tão
próximo, mas cria uma excelente janela de observação. Por isso, a IWAN – Rede
Internacional de Alerta de Asteroides criou a “Campanha de Observação do
Apophis 2021”, que visa aprender o máximo possível a respeito dessa rocha
espacial antes de sua maior aproximação em 2029.
Asteroide
Apophis registrado pelo Observatório SONEAR em Minas Gerais – Créditos: SONEAR
Em um dos exercícios dessa campanha, o
Apophis foi “redescoberto” e reportado como um novo asteroide. E a partir
dessas novas observações, os astrônomos estão seguindo todos os processos,
recalculando sua órbita, riscos de impacto com a Terra, prováveis locais
afetados e até mesmo discutindo possíveis medidas para redução de danos. O
curioso desse exercício é que, até o momento, utilizando as medições feitas
desde dezembro, as chances de impacto foram calculadas em cerca de 10%. Isso
significa que, se tivéssemos realmente descoberto o Apophis somente agora,
estaríamos todos bastante preocupados, já teríamos bares e igrejas lotados e
algumas pessoas pelas ruas vestindo placas alertando que “o fim está próximo”.
Obviamente, essas chances devem ser
reduzidas à medida que novas observações forem adicionadas aos cálculos,
tornando a órbita do asteroide mais precisa, confiável e semelhante à órbita
real, calculada a partir de mais de 15 anos de observação.
Grandes telescópios e radares, dos principais observatórios do mundo que trabalham na pesquisa de asteroides, estão aproveitando essa janela de observação para coletar dados mais precisos a respeito da órbita e das características físicas do Apophis. Tudo isso servirá como uma preparação para 2029, quando será necessário medir, com a maior precisão possível, os efeitos desta aproximação na órbita do asteroide. Qualquer mínima variação inesperada pode afastar definitivamente o risco de impacto, ou colocar o Apophis em rota de colisão com a Terra em 2068.
Espectro
de refletância do Apophis, observado com IRTF da NASA, compatível com um
asteroide tipo Sq (rochoso/metálico) – Imagem: David Polishook/MIT
Somando-se a esse esforço, a NASA
cogita a possibilidade de enviar para o Apophis a sonda espacial Osiris-Rex,
que atualmente está visitando o Asteroide Bennu. Em setembro de 2023, a sonda
trará para a Terra uma cápsula com amostras do Bennu. A partir de então, ela
estaria disponível para uma missão adicional, e um dos destinos considerados é
justamente o Apophis. Se isso for confirmado, a sonda deve alcançar o asteroide
apenas em abril de 2029, pouco depois de sua máxima aproximação com a Terra.
Seria mais uma coincidência
interessante, ver Osíris, o deus egípcio da vida após a morte, encontrar
Apophis, o deus do caos e da destruição justamente após seu encontro com a
Terra que causou tanta preocupação por aqui.
Informações mais detalhadas a respeito do Apophis e da Campanha de Observação de 2021 serão apresentadas durante uma Live, organizada por Cristóvão Jacques no Canal AstroNEOS. Cristóvão é um dos astrônomos do Observatório SONEAR, que participa da campanha, e um dos principais brasileiros envolvidos na busca por novos asteroides próximos à Terra. O evento está marcado para o sábado, 06 de março, a partir das 20:30h.
* Marcelo Zurita é
presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB –
Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon – Rede Brasileira
de Observação de Meteoros – e coordenador regional (Nordeste) do Asteroid Day
Brasil
Disponível em: https://olhardigital.com.br/2021/03/01/ciencia-e-espaco/o-temido-asteroide-apophis-se-aproxima-da-terra-e-e-vigiado-de-perto-por-astronomos/
sábado, 6 de fevereiro de 2021
50 anos da Apollo 14
Há cinqüenta anos atrás, (7 de fevereiro de 1971), a tripulação da Apollo 14 deixava a órbita lunar e se dirigia para casa . Eles assistiram a este "nascer da Terra" ao passo em que se preparavam para orbitar a Lua em seu módulo de comando Kittyhawk. A Terra aparece em uma fase crescente. O terreno com crateras em primeiro plano está ao longo do lado lunar. Claro, enquanto orbita a Lua, a tripulação pôde observar a Terra subir e se pôr. As amostras de rocha coletadas na região de Fra Mauro (local de pouso da missão) incluíam uma rocha de cerca de 10 kg, apelidada de Big Bertha, contendo um provável fragmento de um meteorito do planeta Terra.
sábado, 30 de janeiro de 2021
ESPAÇO - TEMPO - VIDA
Iniciamos nesse 1º de janeiro, mais uma jornada ao redor do Sol. Nosso planeta na estonteante velocidade média de 29,5 km/s, irá percorrer nesses 365 dias e 5 horas, 942,4 milhões de quilômetros ao redor do Sol, algo que em linha reta nos levaria além da órbita do planeta Júpiter. Isso nos permite algumas reflexões sobre espaço, tempo e vida. No mundo atual, como estranhos em nosso próprio habitat, o ser humano vive a Era Espacial em meio a notáveis conquistas tecnológicas, mas ainda não aprendeu conhecer a grandeza da sua pequenez e da sua estupidez. Multidões não se interessam em saber a luz da ciência e da razão, o que são, onde estão e para onde vão. A maioria vive porque respiram e colocam seu destino final com o preconizado pelas religiões sem questionar o que lhe é imposto pelos livros sagrados. É mais cômodo viver assim. Advindo qualquer infortúnio, é a vontade de Deus, um Deus miserável como eles mesmos insensível a um futuro de sofrimentos que ele sabe irá acontecer. Concepção esta que não se sustenta mas que ,felizmente, encontrou melhor entendimento na sabedoria milenar de algumas filosofias orientais que a partir dos séculos XIX e XX viriam florescer em novas doutrinas e crenças descortinando o véu do obscurantismo teológico mostrando que a fé nunca pode estar divorciada dos conhecimentos científicos.
O grande salto viria com Charles Darwin terminando com o homem de barro e a mulher da costela; com Galileu Galilei destronando a Terra do centro do universo e da Criação e com Giordano Bruno e Camille Flammarion dando inicio ao fim do nosso isolamento cósmico. Esses novos conhecimentos abriu o grande portal da astronomia e ciências biológicas. Infelizmente eles ainda encontram-se ausentes na maioria das pessoas que pensam estar vivendo a época mais importante de todas. Doce ilusão de crianças que acariciam suas bonecas ... Os egípcios, os romanos, só para ficar nesses dois exemplos, cultivavam o mesmo pensamento. O que sobrou de suas civilizações ? ruínas , pedras e pó. Exemplos que a maioria dos humanos não absorveram.
O estudo e a observação do céu é uma experiência de transformação e ampliação da consciência, proporcionando satisfação íntima, conhecimentos científicos e elevação espiritual. Ao final, ela nos mostra que somos simples engrenagens de um universo desconhecido e que na história da Criação, cem milhões de anos passam como um dia; apagam-se, dissipam-se como fugitivo sonho, no seio da eternidade que tudo absorve. Tudo no universo está inexoravelmente preso a marcha do tempo. E nesse raciocínio, nessa contemplação retrospectiva, surge inevitavelmente uma questão de cunho filosófico : qual o destino final de todos os seres pensantes que existiram, existem e existirão nos miríades de mundos habitados ? Como aqui irão tombar numa sepultura, num crematório para não ser mais nada ? Não cabe aqui enveredar nessa questão pois, no infindável universo, somos como um grão de poeira ao sabor dos ventos do deserto. O ano que foi certamente será o ano da estupidez. Um vírus letal lançado na humanidade causando uma monumental pirâmide de cadáveres. O ano que vem mostra que, apesar da vacinação, estaremos ainda mergulhados por vários meses num oceano de incertezas e sofrimentos.
Nelson Travnik é astrônomo, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Descubra a história do Hubble em um livro recém lançado e gratuito!
Por Christopher Gainor
O Hubble Space Telescope (HST) é o instrumento astronômico mais famoso de seu tempo e um dos veículos robóticos mais conhecidos já colocados no espaço.
Seu lançamento e implantação em baixa órbita da Terra a partir do Space Shuttle Discovery em abril de 1990, parecia cumprir os planos e sonhos dos astrônomos desde o início da exploração espacial para colocar um telescópio além dos efeitos de distorção da atmosfera da Terra.
As primeiras imagens do Hubble no entanto, foram decepcionantes. O espelho principal do telescópio espacial tinha sido retificado precisamente num formato errado. Embora as imagens do HST ainda fossem superiores a qualquer coisa disponível em telescópios terrestres, o Telescópio Hubble instantaneamente se tornou sinônimo de incompetência.
Com o futuro da NASA em jogo, cientistas e engenheiros, criaram soluções para a aberração esférica que afligiam o Hubble, e astronautas voando na primeira das cinco missões de serviço para o HST, instalaram novos instrumentos que restauraram as capacidades do Telescópio Espacial às prometidas quando foi lançado.
Em poucas semanas, o HST produziu imagens de tirar o fôlego e outros dados que os astrônomos e o público esperavam há muito tempo, e logo o Hubble mudou sua imagem anterior ao se tornar um símbolo das proezas tecnológicas e científicas americanas.
"Not Yet Imagined" documenta a história do HST, desde seu lançamento até os primeiros 30 anos de operação no espaço. Ele se concentra nas interações entre o público em geral, astrônomos, engenheiros, funcionários do governo e membros do Congresso durante esse tempo. A tomada de decisão por trás das mudanças nos pacotes de instrumentos do Hubble em missões de serviço que fizeram do HST um modelo de cooperação supranacional entre cientistas é registrada, junto com as contribuições do HST para o nosso conhecimento sobre nosso sistema solar, nossa galáxia e nosso universo. Este livro também cobre o impacto do HST e as imagens que ele produz na apreciação do público pelo universo, e como o HST mudou a forma como a Astronomia é feita.
Atenção leitores ávidos! 📚 Descubra a história do Hubble em um livro recém-lançado sobre a fascinante história do telescópio e seus primeiros 30 anos de operação no espaço. “Not Yet Imagined” está disponível para download GRATUITO agora.
CLIQUE NA IMAGEM PARA DOWNLOAD
Comece a Ler agora!
Link para download para a página que tem os downkoasay
https://go.nasa.gov/35mhPlu
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Alerta de descoberta: planeta encontrado em um sistema triplo de estrelas
Pouco depois que a missão Kepler da NASA começou a operar em 2009, o telescópio espacial
avistou o que se pensava ser um planeta com cerca da metade do tamanho de
Saturno em um sistema de múltiplas estrelas. O KOI-5Ab foi apenas o
segundo candidato a planeta a ser encontrado pela missão e, por mais excitante
que fosse na época, acabou sendo deixado de lado enquanto Kepler acumulava mais
e mais descobertas de planetas.
Ao final das operações
da espaçonave em 2018, o Kepler descobriu 2.394 exoplanetas, ou planetas
orbitando estrelas além do nosso sol, e 2.366 candidatos a exoplanetas
adicionais que ainda precisariam de confirmação.
“O KOI-5Ab foi abandonado porque era
complicado e tínhamos milhares de candidatos”, disse David Ciardi,
cientista-chefe do Exoplanet Science Institute da NASA. “Havia escolhas
mais fáceis do que KOI-5Ab, e estávamos aprendendo algo novo com o Kepler todos
os dias, de modo que KOI-5 ficava esquecido. ”
Agora, depois de uma
longa caça que durou muitos anos e muitos telescópios, Ciardi disse que
"ressuscitou o KOI-5Ab dos mortos". Graças às novas observações
da segunda missão de caça a planetas da NASA, o Transiting Exoplanet Survey
Satellite, ou TESS, e uma série de telescópios terrestres, Ciardi foi
finalmente capaz de desvendar todas as evidências em torno do KOI-5Ab e provar
sua existência. Existem alguns detalhes intrigantes sobre isso para
ponderar.
Muito provavelmente trata-se
de um planeta gigante gasoso como Júpiter ou Saturno em nosso sistema solar, e
devido ao seu tamanho, KOI-5Ab é incomum, porque orbita uma estrela em um
sistema com duas outras estrelas companheiras, circulando em um plano que está desalinhado
com pelo menos uma das estrelas. O arranjo questiona como cada membro
desse sistema se formou a partir das mesmas nuvens rodopiantes de gás e poeira. Ciardi,
que está localizado na Caltech em Pasadena, Califórnia, apresentou as
descobertas em uma reunião virtual da American Astronomical Society.
Pegando
a trilha
Após sua detecção
inicial pelo Kepler, Ciardi e outros pesquisadores pegaram a trilha no KOI-5Ab
como parte de um cache de candidatos a planetas que estavam acompanhando. Usando
dados do Observatório WM Keck no Havaí, Observatório Palomar da Caltech perto
de San Diego, e Gemini North no Havaí, Ciardi e outros astrônomos determinaram
que KOI-5b parecia estar circulando uma estrela em um sistema de três estrelas. No
entanto, eles ainda não conseguiam descobrir se o sinal do planeta era
realmente uma falha errônea de uma das outras duas estrelas, ou, se o planeta
era real, e qual das estrelas ele orbitava.
Então, em 2018, surgiu
o TESS. Como o Kepler, o TESS procura o piscar da luz das estrelas que
ocorre quando um planeta cruza na frente ou transita por uma estrela. TESS
observou uma parte do campo de visão de Kepler, incluindo o sistema KOI-5. Com
certeza, a TESS também identificou KOI-5Ab como um planeta candidato, embora a
TESS o chame de TOI-1241b. Como Kepler havia observado anteriormente, TESS
descobriu que o planeta orbitava sua estrela aproximadamente a cada cinco dias.
"Pensei comigo
mesmo: 'Lembro-me desse alvo'", disse Ciardi, após ver os dados do TESS. “Mas
ainda não conseguimos determinar definitivamente se o planeta era real ou se o “blip”
nos dados veio de outra estrela do sistema - poderia ter sido uma quarta
estrela.”
Pistas
nas oscilações
Ele então voltou e
reanalisou todos os dados, e procurou por novas pistas em telescópios
terrestres. Implantando uma técnica alternativa para Kepler e TESS, o
Observatório Keck é frequentemente usado para pesquisas de acompanhamento de
exoplanetas, medindo a oscilação leve em uma estrela enquanto um planeta
circula em torno dela e exerce um puxão gravitacional. Ciardi, em parceria
com outros cientistas por meio de um grupo de colaboração de exoplanetas
chamado California Planet Search, procurou por quaisquer oscilações nos dados
de Keck no sistema KOI-5. Eles foram capazes de provocar uma oscilação
produzida pela estrela companheira interna orbitando a estrela primária da
oscilação do planeta aparente enquanto orbita a estrela primária. Juntas,
as diferentes coleções de dados dos telescópios espaciais e terrestres ajudaram
a confirmar que KOI-5Ab é, de fato, um planeta orbitando a estrela primária.
“Bingo - estava lá! Se
não fosse por TESS olhando para o planeta novamente, eu nunca teria voltado e
feito todo esse trabalho de detetive ", disse ele." Mas realmente
levou muita investigação nos dados coletados de muitos telescópios diferentes
para finalmente acertar neste planeta. ”
KOI-5Ab orbita a
estrela A, que tem uma companheira relativamente próxima, a estrela B. A
estrela A e a estrela B orbitam uma a outra a cada 30 anos. Uma terceira
estrela gravitacionalmente ligada, a estrela C, orbita as estrelas A e B a cada
400 anos.
Uma
órbita inclinada
O conjunto de dados
combinados também revela que o plano orbital do planeta não está alinhado com o
plano orbital da Estrela B, a segunda estrela interna, como seria de se esperar
se as estrelas e o planeta fossem todos formados a partir do mesmo disco de material
em turbilhão. Os astrônomos não têm certeza do que causou o desalinhamento
de KOI-5Ab, mas acreditam que a segunda estrela chutou gravitacionalmente o
planeta durante seu desenvolvimento, distorcendo sua órbita e fazendo com que
migre para dentro. Os sistemas estelares triplos constituem cerca de 10%
de todos os sistemas estelares.
Esta não é a primeira
evidência de planetas em sistemas de estrelas duplas e triplas. Um caso
notável envolve o sistema de estrelas triplas GW Orionis, no qual um disco de
formação de planetas foi dividido em anéis distintos e desalinhados, onde os
planetas podem estar se formando. No entanto, apesar de centenas de
descobertas de planetas em sistemas de estrelas múltiplas, muito menos planetas
foram observados do que em sistemas de estrelas únicas. Isso pode ser
devido a um viés observacional (planetas de uma estrela são mais fáceis de
detectar) ou porque a formação de planetas é de fato menos comum em sistemas de
estrelas múltiplas.
“Esta pesquisa enfatiza
a importância da frota completa de telescópios espaciais da NASA e sua sinergia
com sistemas baseados em terra", disse Jessie Dotson, cientista do projeto
do telescópio espacial Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA no Vale do
Silício da Califórnia. "Descobertas como esta pode ser uma longa jornada.
”
Instrumentos novos e
futuros, como o instrumento de velocidade radial Palomar no telescópio Hale de
200 polegadas em Palomar, o instrumento NEID da NASA e da National Science Foundation no sul do
Arizona, e o Keck Planet Finder abrirão novos caminhos para aprender sobre
exoplanetas.
Créditos:
https://exoplanets.nasa.gov/news/1667/discovery-alert-a-forgotten-planet-found-in-a-triple-star-system/
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Catena Albufeda - Por Avani Soares (Texto Liza Bruna)
A palavra "catena" é um
termo latino definido pela União Astronômica Internacional para indicar uma
cadeia de pequenas crateras. Uma catena pode ter várias origens, uma delas é a
endogênica, se refere a atividades vulcânicas ao longo de linhas, onde ocorreram
pequenas erupções no subsolo. Por mais que pequenas catenas ainda sejam
classificadas cadeias de poços de colapsos relacionados à atividade vulcânica,
acredita-se que a maioria das catenas lunares indique os pontos de rebote
expelido por choques maiores. Algumas podem indicar pontos onde a Lua foi
tocada por um objeto vindo do espaço que se quebrou antes do impacto, como é
frequente no caso de cometas.
Uma cadeia de crateras bem
significativa é a catena Abulfeda, apresentada na foto. A catena Abulfeda, também
conhecida como “Cadeia de Crateras de Abulfeda", é uma cadeia de crateras
com, aproximadamente significativos 210 km de extensão. As quatro maiores
crateras de referências na foto são; Abulfeda (à direita, 65 km), Almanon
(próximo ao centro, 49 km), Geber (na parte inferior esquerda, 44 km), e
Tacitus (na parte inferior direita, 41 Km). Em 1976 a cratera Abulfeda recebeu
esse nome em homenagem ao historiador curdo do século XIV Ismael Abul-fida.
Podemos notar, facilmente, a
cratera Descartes, que está localizada um pouco acima, no canto superior
direito da cratera Abulfeda. A cratera Descartes A encontra-se ao lado da borda
direita da cratera Abulfeda. Uma seção da borda externa de Descartes é coberta
por uma região que possui um albedo mais alto do que a superfície circundante.
Vale ressaltar que, aproximadamente, 50 quilômetros ao norte dessa cratera era
o local de pouso da Apollo 16. A região irregular em torno da área de pouso é,
às vezes, chamada de Planalto de Descartes ou Montanhas de Descartes.
https://www.astrobin.com/14nsgx/
Foto: Avani Soares
Texto: Liza Bruna
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
LIVRO O MUNDO DA LUA E O CENTENÁRIO DE RUBENS DE AZEVEDO
Muito já se tem falado sobre as comemorações do
centenário de nosso grande astrônomo e selenógrafo brasileiro Rubens de
Azevedo. E foi através da paixão pela Lua, e pela leitura das obras de Rubens
de Azevedo, que surgiu a ideia de reunir o conhecimento técnico e o acervo do
observatório numa nova obra sobre nosso satélite. Assim foi tomando forma este
novo livro, a ser lançado no próximo ano, com contribuições de grandes nomes da
atualidade, como Avani Soares, CEAAL (Romualdo e David), Andrés Estéban de la
Plaza, Conrado Serodio, Nelson Travnik, Rosely Grégio e outros.
Durante a elaboração da obra, ficou evidente a
escassa bibliografia brasileira sobre o assunto, caracterizando assim um
ineditismo após quase 60 anos sem a publicação de um livro sobre estudo lunar
por autor brasileiro. Um dos últimos a que tivemos acesso foi: Lua – Degrau
para o infinito, publicado em 1962 pelo então Rubens de Azevedo. Neste ano de
2021, comemorações em homenagem ao centenário de Rubens de Azevedo serão
realizadas pelas entidades astronômicas do país. Aproveitamos para dedicar esta
obra a este autor, responsável pela divulgação da astronomia e um dos pioneiros
do estudo lunar no país.
Cantada pelos poetas e seresteiros, protagonista no
verso e na prosa e eterna companheira dos namorados! A Lua sempre foi uma fonte
de inspiração poética, de místicas esperanças e crendices populares. Mas o que
realmente é a Lua do ponto de vista científico? Nesta obra são exploradas as
características e fenômenos que envolvem o único satélite natural da Terra,
numa introdução ao estudo daquele que será nosso primeiro ponto de parada antes
de partirmos para outros mundos. Com linguagem simples, o autor nos conduz
desde a história dos primeiros estudos sobre a Lua, à importância de persistir
na busca por conhecer melhor o nosso vizinho celestial mais próximo. E há muito
o que prospectar! No momento em que vivenciamos uma nova corrida espacial,
desta vez elencada pela iniciativa privada, O Mundo da Lua é um guia pela
história deste astro, características de sua superfície, crateras, mares,
montes, vales e fenômenos como eclipses, fases e movimentos da Lua. A obra é
ilustrada com fotos registradas pelo próprio autor em seu observatório, de
astrônomos amigos e complementada com imagens de agências espaciais, tornando a
leitura ainda mais realista e interessante.
O livro já recebeu o registro ISBN pela Câmara Brasileira do Livro e será lançado no próximo ano, com data ainda não definida devido a pandemia. Acompanhe-nos em nossas redes sociais (Instagram: @observatoriodumont) e fique por dentro!
sábado, 28 de novembro de 2020
ENAST - 2020
O Encontro Nacional de Astronomia (ENAST) será realizado no ambiente virtual em 2020, onde todos, em qualquer lugar do mundo, poderão participar, aprender e interagir com os palestrantes através de várias apresentações!
Infelizmente, no atual formato, não será possível inscrição para apresentação de trabalhos, mas a comissão organizadora está estudando alternativas para que seja viável em um segundo momento.
QUER PARTICIPAR?
É simples! Basta conferir a agenda no website do evento e se programar para assistir as apresentações ao vivo no canal da entidade organizadora no YouTube. Posteriormente, serão concentradas no canal oficial do ENAST. Não perca!
SOBRE O ENAST
Em 2020, como consequência da pandemia, o 23° ENAST, que seria realizado na cidade de Brotas, São Paulo, foi adiado para o próximo ano. Para que não seja quebrada a sequência de eventos, o conselho nacional resolveu promover uma edição virtual, organizada pelas entidades que já realizaram o evento, a fim de trazer ao público um ciclo de palestras, apresentações, debates e mesas-redondas sobre Astronomia.
https://www.youtube.com/watch?v=8g7-Y3hFfwc&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2vPH8IOGZyM-8OS3IZbeTJjE3FD_clmbpw04X0B5w33YTqPqFERn6-Zek
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
Cratera Tycho - Colaborações de Avani Soares e Carlos Ayres
Cratera Tycho - Fotografia de Avani Soares
A CRATERA TYCHO E SEU PICO CENTRAL
Texto adaptado:
Carlos Ayres
Tycho é uma
cratera relativamente jovem, com uma idade estimada em 110 milhões anos, com
base na análise de amostras dos raios da cratera, recuperadas durante a missão
Apollo 17. Esta idade sugere que o agente de impacto, pode ter sido um membro
da Família Baptistina de asteroides, mas como a composição do agente de impacto
é desconhecida, esta é apenas uma suposição.
Ela tem cerca de
82 km de diâmetro. O cume do pico central fica a 2 km acima do piso da cratera.
A distância do piso de Tycho até a borda é de cerca de 7,5 km.
Ela é uma
proeminente cratera lunar localizada nas colinas próximas ao pólo Sul da Lua,
um alvo muito popular entre os astrônomos amadores, As coordenadas lunares
dessa cratera são: 43,37 ° S e 348,68 º E. Ela foi batizada em homenagem
ao astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546–1601).
A superfície em
torno de Tycho é repleta de crateras de vários tamanhos, muitas crateras
sobrepondo crateras ainda mais velhas. Algumas das crateras menores, são
crateras secundárias, formadas a partir de pedaços maiores ejetados de Tycho. A
cratera Tycho é considerada a maior cratera lunar vista na parte visível e pode
ser vista perfeitamente a olho nu, durante uma Lua Cheia no Perigeu, como a de
hoje.
A cratera é bem
definida, ao contrário de crateras mais antigas que foram degradadas por
impactos subsequentes. O interior tem um grande albedo, que é proeminente
quando o Sol está acima. A cratera é cercada por um bem distinto sistema de
raios, com longas formações que se estendem por até 1.500 quilômetros de
extensão! Seções destes raios, podem ser observadas mesmo quando Tycho está
iluminada apenas pela luz cinérea.
O Complexo do Pico
central da Cratera Tycho:
O complexo central
de pico da cratera Tycho, mostrado aqui nessa montagem que fiz, tem cerca de 15
quilômetros de largura. Em 27 de maio de 2010, o satélite da NASA que orbita a
Lua agora, chamado de Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), capturou uma vista de
cima para baixo do cume, incluindo a grande pedra vista no cume da montanha que
aparece aqui, em duas imagens da NASA. Da base até o cume da montanha, o pico
dessa cratera tem cerca de 2,1 km de altura (3 x mais alto que o morro do
Corcovado, onde está Cristo Redentor).
Observe também, o
depósito de material fundido por impacto fraturado que circunda essa pedra. Essa
pedra tem mais ou menos 100 metros de tamanho!
Imagens:
Avani Soares - Observatório Parsec
Carlos
Ayres / NASA - LRO
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